Retrospectiva 2025: O ano em que o Brasil consolidou a estabilidade e o protagonismo global
O ano de 2025 chega ao seu ocaso deixando um rastro de transformações profundas na estrutura política e social do Brasil. Se 2024 foi o ano da recuperação, 2025 consolidou-se como o ciclo da estabilidade institucional e do reposicionamento estratégico no cenário internacional. Da Amazônia aos plenários de Brasília, o país viveu 12 meses de intensas decisões que moldaram o futuro da democracia e da economia, culminando em um fechamento de ano com indicadores de inflação controlados e um otimismo cauteloso para o biênio que se inicia .
No campo diplomático, o Brasil reassumiu o papel de interlocutor indispensável. A realização da COP30 em Belém, em novembro, foi o ponto alto dessa agenda, colocando a preservação ambiental e a transição energética justa no centro do debate global . Sob a liderança do presidente Lula, o país também pavimentou o caminho para assumir a presidência do BRICS em janeiro de 2026, defendendo uma reforma na governança global e o fortalecimento do “Sul Global”. Nas lentes da Agência Brasil, as fotos que resumem o ano mostram o aperto de mãos entre líderes mundiais em solo paraense, simbolizando a volta definitiva do Brasil à mesa das grandes decisões climáticas e geopolíticas .
Internamente, o Poder Judiciário manteve-se como o fiel da balança democrática. O ano foi marcado pelo desfecho de processos históricos vinculados às tentativas de desestabilização institucional. Em dezembro, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados extinguiu os mandatos de parlamentares como Alexandre Ramagem e Eduardo Bolsonaro, baseando-se em condenações penais e excesso de faltas, respectivamente — decisões que ecoaram como o encerramento de um ciclo de tensões pós-2022 . No Supremo Tribunal Federal, o julgamento e a prisão preventiva de figuras centrais do governo anterior reforçaram o rigor da lei contra atos antidemocráticos .
A cultura brasileira também teve o que comemorar. O cinema nacional viveu um momento de glória internacional com a vitória de “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, no Oscar de Melhor Filme Internacional. Estrelado por Fernanda Torres, o longa não apenas resgatou a memória histórica do país, mas projetou a indústria audiovisual brasileira para novos mercados, tornando-se o filme de maior repercussão global da década .
Na economia, o cenário de dezembro de 2025 revelou um Brasil resiliente. Apesar da taxa Selic ainda restritiva, em 15% ao ano, o IPCA encerrou o período dentro da meta de tolerância do governo (4,46%), graças à queda nos preços dos alimentos básicos . O agronegócio, motor silencioso da nossa balança comercial, registrou safras recordes, enquanto o setor de serviços e a construção civil, impulsionados pelo Novo PAC e pelo Minha Casa, Minha Vida, garantiram a criação de milhares de novos postos de trabalho formais .
Para o cidadão comum, 2025 termina com a sensação de que o país reencontrou o seu eixo. As políticas de transferência de renda, como o Bolsa Família e o novo programa Gás do Povo, foram fundamentais para retirar milhões da situação de insegurança alimentar . O desafio para 2026, um ano eleitoral, será converter essa estabilidade em crescimento sustentado, garantindo que os avanços institucionais se traduzam em melhoria contínua da qualidade de vida nos rincões do país, do sertão do Assu às capitais do litoral.