Alerta de Saúde: RN confirma novos casos de intoxicação por Ciguatera e reforça cuidados no consumo de peixes
Saúde

Alerta de Saúde: RN confirma novos casos de intoxicação por Ciguatera e reforça cuidados no consumo de peixes

abr 29, 2026

A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) confirmou, nesta segunda-feira (27), cinco novos casos de intoxicação por ciguatera em Natal. Todos os pacientes pertencem à mesma família e o diagnóstico reacendeu o alerta sobre os riscos associados ao consumo de determinados peixes marinhos.

Com esses novos registros, o Rio Grande do Norte totaliza 115 casos da doença. O estado é pioneiro e o único do país a realizar a notificação específica para este tipo de intoxicação. O aumento de ocorrências preocupa as autoridades: apenas em 2025, já foram confirmados 90 casos.

Devido a esse cenário, a Sesap publicou uma nota técnica com orientações voltadas para a população, comerciantes e profissionais de saúde. O estado registra surtos de ciguatera desde 2022.

O que é a Ciguatera?

A ciguatera é uma intoxicação alimentar provocada pelo consumo de peixes marinhos contaminados por toxinas produzidas por microalgas presentes em recifes de corais. Essas toxinas se acumulam ao longo da cadeia alimentar. Os principais peixes associados aos casos no RN são espécies maiores e carnívoras, como:

  • Barracuda (Bicuda)
  • Cioba
  • Guarajuba
  • Arabaiana
  • Dourado

Sintomas Importantes

Os sintomas costumam aparecer entre 30 minutos e 24 horas após a ingestão do peixe contaminado. Fique atento a sinais como:

  • Dor abdominal, náuseas, vômitos e diarreia.
  • Dor de cabeça e cãibras.
  • Coceira intensa e fraqueza muscular.
  • Visão turva e gosto metálico na boca.

De acordo com a Sesap, os sintomas neurológicos podem persistir por semanas ou até meses.

Orientações e Recomendações

A Sesap orienta a população a adotar as seguintes medidas em caso de suspeita:

  1. Procure atendimento médico imediatamente e informe se consumiu peixe nas últimas 48 horas.
  2. Tente identificar a espécie do peixe consumido.
  3. Preserve sobras do alimento, mantendo-as congeladas, para que possam ser analisadas pela Vigilância Sanitária.
  4. Evite consumir peixes associados à intoxicação, especialmente se a procedência for desconhecida.

É crucial destacar que as ciguatoxinas são incolores, inodoras e não são eliminadas por nenhum método de preparo, seja cozimento, congelamento ou fritura. Não existe um antídoto específico para a doença; o tratamento foca no alívio dos sintomas, na hidratação e no acompanhamento médico.

Profissionais de saúde devem notificar os casos suspeitos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e comunicar às autoridades sanitárias competentes.