Empregos formais: RN fecha ciclo de três anos com saldo positivo de 77,7 mil novos postos de trabalho
O Rio Grande do Norte encerrou o ciclo compreendido entre janeiro de 2023 e novembro de 2025 com indicadores que sinalizam uma recuperação vigorosa do mercado de trabalho formal. Segundo dados consolidados do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o estado gerou um saldo líquido de 77,7 mil novos postos de trabalho com carteira assinada no período.[3] O balanço é considerado histórico, pois todos os cinco grandes grupos de atividades econômicas — serviços, comércio, construção, indústria e agropecuária — apresentaram variações positivas, demonstrando um crescimento sistêmico e resiliente da economia potiguar.
O setor de Serviços manteve-se como a locomotiva da empregabilidade no estado, impulsionado pelo turismo e pelo avanço do setor de tecnologia em polos como Natal e Mossoró. No entanto, o destaque de resiliência recaiu sobre a Construção Civil, que se beneficiou diretamente da retomada de obras federais via Novo PAC e da expansão do programa Minha Casa, Minha Vida, que contratou 44,8 mil residências no estado no triênio.[3] Em municípios como Assu, a construção civil e a prestação de serviços ligados à cadeia produtiva do agronegócio e das energias renováveis foram fundamentais para manter os índices de ocupação em alta, mesmo diante de um cenário nacional de juros restritivos.
Ao analisar o fechamento específico de 2025, o RN registrou um saldo de 15,8 mil novos empregos, confirmando a tendência de estabilidade e crescimento moderado projetada no início daquele ano.[3] No Vale do Açu, esse dinamismo é sentido na vitalidade do comércio local, que depende da massa salarial circulante para sustentar o giro de capital. A integração entre o aumento real do salário mínimo, fixado em R$ 1.621,00 para 2026, e a expansão das vagas formais cria um ambiente propício para o consumo das famílias de classe média e baixa.
Para o secretário de Desenvolvimento Econômico do RN, o desafio para o biênio 2026-2027 será a qualificação da mão de obra. Com a previsão de 20 novos concursos públicos no estado e a atração de novas indústrias no setor de transição energética, a demanda por profissionais técnicos especializados deve crescer.