Protagonismo global: Brasil prepara presidência do BRICS com foco no combate à fome
Politica

Protagonismo global: Brasil prepara presidência do BRICS com foco no combate à fome

jan 2, 2026

O encerramento de novembro de 2025 consolidou o novo rumo da diplomacia brasileira, com o país intensificando os preparativos para assumir a presidência rotativa do BRICS a partir de 1º de janeiro de 2026. Ao longo dos últimos três anos, a política externa brasileira retomou o protagonismo e voltou a ocupar lugar central na estratégia de desenvolvimento nacional. O reposicionamento internacional, liderado pelo presidente Lula, colocou o Brasil no centro dos debates globais, focando em temas sensíveis como a reforma da governança mundial e a defesa da democracia contra o extremismo.

A presidência brasileira do bloco ocorre em um momento de expansão histórica, com a entrada de novos membros que agora representam uma parcela ainda maior da população e do PIB mundial, desafiando a hegemonia econômica do G7. O Brasil pretende usar essa força para fortalecer o “Sul Global”, propondo a criação de mecanismos financeiros alternativos que facilitem o comércio entre os países do grupo em moedas locais, reduzindo a dependência excessiva do dólar. No plano político, a meta é a promoção de uma transição climática justa que não penalize os países em desenvolvimento, pauta que será central também na realização da COP30 em Belém no próximo ano.

Para o Rio Grande do Norte, esse alinhamento diplomático pode abrir portas estratégicas para novos investimentos em infraestrutura verde. O estado, líder nacional em energia eólica, é visto como um laboratório ideal para as parcerias de transição energética que o Brasil busca consolidar com os parceiros do BRICS, especialmente China e Índia. Além disso, a estratégia de atrair tecnologias de ponta, como a fabricação de veículos elétricos (onde a marca BYD já domina o mercado natalense), pode resultar na criação de polos industriais e geração de empregos qualificados em estados periféricos do país.

Internamente, a oposição e setores do mercado financeiro observam os movimentos com cautela, cobrando que o prestígio diplomático se traduza em benefícios tangíveis para o agronegócio e para a redução de barreiras comerciais. A estratégia do governo é de equilíbrio pragmático: fortalecer os laços com o BRICS sem romper as relações fundamentais com os Estados Unidos e a União Europeia. A diplomacia brasileira tem sido elogiada por sua capacidade de atuar como mediadora neutra em conflitos globais, defendendo a paz e a reforma do Conselho de Segurança da ONU, pauta que o Brasil deve pautar com vigor durante seu mandato na presidência do bloco.

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